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domingo, 15 de janeiro de 2017

Presidentes que não concluíram seus mandatos

Na história da República, 36 presidentes chegaram ao poder de forma direta ou indireta. Alguns, porém, deixaram a Presidência antes do tempo previsto por renúncia, deposição ou falecimento.



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Deodoro da Fonseca (1889-1891)

Em novembro de 1889, o marechal liderou o golpe das Forças Armadas que derrubou dom Pedro 2º. Ele governou provisoriamente até fevereiro de 1891, quando foi eleito indiretamente pelo Congresso, 
com um mandato até 1894. Devido à crise econômica e política, que teve seu auge com a dissolução do Congresso, o vice Floriano Peixoto teve a ajuda da Marinha para forçar a saída de Deodoro, que
 renunciou.


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Affonso Penna (1906-1909)

Penna foi eleito presidente em 1906, apoiado pela aliança do "café com leite", formada por paulistas e mineiros. Seu governo foi marcado pela valorização do café e por grandes investimentos em estradas 
de ferro e portos. Em 1908, teve a saúde abalada ao perder o apoio político e o segundo de seus
 nove filhos. Ele morreu de pneumonia em 1909, antes de concluir o mandato.

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Rodrigues Alves (1902-1906)

Em seu primeiro mandato, Alves deu continuidade à valorização do café no país e deu impulso à infraestrutura com a construção de estradas de ferro e portos. Para tentar combater a varíola,
 promoveu uma campanha de vacinação obrigatória que gerou revolta junto à população.
 Ele foi eleito presidente pela segunda vez em 1918, mas não assumiu porque contraiu a
 gripe espanhola e faleceu em 1919.


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Washington Luís (1926-1930)

Ele rompeu o acordo de alternância de poder entre paulistas e mineiros ao indicar o paulista 
Júlio Prestes, que derrotou o candidato Getúlio Vargas em 1930, da Aliança Liberal, formada
 por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba. Insatisfeitos com o resultado, os membros
 da Aliança derrubaram Washington Luís um mês antes de ele passar o cargo para Prestes,
que nunca assumiu.


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Getúlio Vargas (1930-1945 e 1951-1954)

Após chegar ao poder, em 1930, Vargas foi eleito indiretamente para a Presidência. O governo
 populista conquistou os brasileiros, mas atraiu o ódio de grupos que questionavam sua conduta 
ditatorial.
 Vargas foi deposto pelos militares em 1945. Retornou em 1950, quando se tornou presidente
 ao vencer uma eleição direta. Pressionado por uma enorme crise política, suicidou-se em agosto
 de 1954.

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Café Filho (1954-1955)

Após a morte de Vargas, o vice Café Filho assumiu a Presidência. Em 1955, Juscelino Kubitschek 
venceu as eleições. Faltando 50 dias para JK assumir, Café Filho se afastou por motivos de saúde, 
mas acabou sendo impedido de retomar o poder, acusado de conspiração. Carlos Luz, então presidente
 da Câmara, assumiu interinamente, mas foi afastado depois de três dias. No lugar dele assumiu
 Nereu Ramos.



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Jânio Quadros (1961)

Jânio venceu as eleições de 1960 com votação recorde e a promessa de "varrer a corrupção", mas permaneceu de janeiro a agosto de 1961 no cargo. Ele reatou as relações diplomáticas com a União Soviética, desagradando militares e os Estados Unidos. Sem apoio do Congresso, renunciou 
alegando pressão de "forças ocultas" – uma possível referência aos representantes das Forças
 Armadas.




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João Goulart (1961-1964)

Vice de Jânio Quadros, Jango estava na China quando o presidente renunciou. Ele foi empossado
 após o Congresso aprovar emenda que instaurou o parlamentarismo. Num plebiscito em 1963, os brasileiros votaram pela volta do presidencialismo, mas Jango continuou sem apoio parlamentar. 
Devido a temores dos militares quanto a reformas e um regime comunista, Jango foi deposto em 1964 pelas Forças Armadas.



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Arthur da Costa e Silva (1967-1969)

Ele tomou posse em março de 1967, como segundo presidente do regime militar, e seu governo foi
 marcado por uma forte agitação política, com a ação de grupos de luta armada e de movimentos
 civis em prol da redemocratização. Em resposta, o regime militar fechou o Congresso e instaurou o AI-5, que dava ao presidente poderes extraordinários. Em 1969, sofreu trombose cerebral e foi 
afastado.





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Tancredo Neves (1985)

Tancredo disputou a última eleição indireta no país contra Paulo Maluf, logo após a abertura
 política promovida pelo ex-presidente João Baptista Figueiredo. Em 14 de março de 1985, 
na véspera da posse, foi internado em estado grave e seu vice, José Sarney, assumiu interinamente a 
Presidência. 
Tancredo faleceu em 21 de abril, sem tomar posse como primeiro presidente civil após o regime 
militar.



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Fernando Collor (1990-1992)

Collor foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto popular em quase 30 anos. Em meio 
a diversas denúncias de corrupção e uma crise econômica, milhares de pessoas saíram às
 ruas para pedir seu afastamento. Enquanto o processo de impeachment corria no Congresso, 
Collor renunciou, em 1992. Mesmo assim, o Senado cassou seus direitos políticos por oito anos.



Dilma Rousseff



Dilma Rousseff (2011-2016)

Já no início do segundo mandato de Dilma, a população saiu às ruas para manifestar 
insatisfação com o governo. A presidente passou a enfrentar não apenas pressão popular, 
mas também no meio político. Após um processo de impeachment que durou nove meses,
 a petista foi condenada por crime de responsabilidade e afastada do cargo. 
Seus direitos políticos, no entanto, foram mantidos.
Autoria: Fernando Caulyt


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